Sobre mercado imobiliário
Atualizado: 16 de jan. de 2024
Saudações caros seguidores, nossa temática essa semana será o mercado imobiliário e suas tendências para o ano de 2024. O Baixo estoque e melhora da demanda, com mais acesso ao crédito conforme os juros baixam na região, devem fazer preços dos imóveis subirem. Segundo FITCH RATINGS – Agência Americana de Classificação de Crédito; Brasil, México e Colômbia estão entre os países com maior tendência deste comportamento de mercado. Mesmo assim, as expectativas para as empresas com um portfólio de imóveis de luxo são altamente positivas para o mercado imobiliário em 2024.
O mercado imobiliário é um reflexo dinâmico das tendências sociais, econômicas e tecnológicas do país. Por conta disso, tentar antecipar como serão os preços das casas, apartamentos e outros imóveis em 2024 exige uma análise profunda das variáveis que moldarão esse cenário. Em um ambiente de inflação decrescente, mas também de aumento de acesso ao crédito, fará com que os consumidores latino-americanos convivam com preços elevados de moradias na região por mais algum tempo. Esse contexto também guiará a realidade dos consumidores em outras regiões do mundo como a América do Norte, de acordo com um novo relatório da FITCH RATINGS, uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito, ao lado da Standard & Poor's e da Moody's. Segundo a FITCH, os preços das casas tanto na América Latina quanto na América do Norte, poderão ser influenciados este ano pelo baixo estoque. No entanto, esta alta poderá ser atenuada por uma demanda mais branda decorrente de taxas hipotecárias ainda altas, de acordo com o relatório “Global Housing and Mortgage Outlook 2024”. “A desaceleração da inflação no Brasil, na Colômbia e no México fará com que as taxas de financiamento caiam ligeiramente nos próximos dois anos, à medida que a política monetária se afrouxa, embora o crescimento geral dos preços das casas limite a acessibilidade”, comentou um representante da agência. Neste contexto, a FITCH RATINGS espera aumento nos preços dos imóveis em mercados regionais como o Brasil, o México e a Colômbia. Em 2023, de acordo com o indicador ABRAINC-FIPE - realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o número de novos imóveis comercializados no Brasil aumentou 22,2% no acumulado de janeiro a setembro do ano passado, em comparação ao mesmo período do ano anterior (2022). Com isso, a atividade imobiliária foi protagonista mais uma vez, mostrando confiança, solidez e resiliência, chegando ao final de mais um ciclo com números significativos de crescimento, rentabilidade e batendo recordes de investimentos, lançamentos e vendas. O segmento de imóveis de Médio e Alto Padrão apresentou bons resultados, com números puxando os indicadores para cima em 15,1%, e chegando a R$ 10,7 bilhões em transações. Para a ABRAINC, um resultado positivo como esse, com altas acima de 10% em todos os segmentos apurados, comprova a importância e o protagonismo do mercado imobiliário na economia brasileira.
Entretanto, cabe salientar que, no Brasil, maior economia da região, os preços das moradias aumentaram em torno de 5,5% ano passado. Neste ano, o reajuste será na casa de 4% a 6%. Quanto a inadimplência das hipotecas, a FITCH projeta que no Brasil ficará entre 1,75% e 2,25% em 2024. “As compras conservadoras e as características dos financiamentos, como planos de parcelas fixas ou decrescentes, também contribuem para a estabilidade da inadimplência”, observou a agência em seu relatório.
Por fim, mesmo com a tendência de alta no preço dos imóveis, o cenário macroeconômico indica melhorias. Por isso, tudo aponta que 2024, provavelmente, será um dos melhores anos do crédito imobiliário no país. Isso significa que poderá haver um aumento no volume de concessões de financiamento imobiliário, o que facilitaria muito as transações no setor. A única preocupação a nível macro no longo prazo seria a bolha imobiliária chinesa. Que pode gerar um efeito cascata da mesma maneira, como foi em 2008, após a quebra da lehman brothers nos EUA, onde se podia comprar um imóvel por um único dólar.




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